segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Você é ativo ou passivo?

Este conto é de autoria de Moa Sipriano e foi publicado orginalmente no Portal Angel Loiro.

Uma das coisas mais irritantes que acontecem durante uma conversa virtual (quando o nick não revela as preferências sexuais do parceiro) é quando o outro lado faz a fatídica pergunta: você é ativo ou passivo?
Se você responde que é ativo, automaticamente a "doida" passa toda a conversa para o diminutivo. É um festival de "inhos" e "inhas" insuportável: meu gatinho, meu fofinho... gosto de fazer comidinha pro meu amorzinho... ficar sentadinho assistindo um filminho... e por ai vai!
Se você diz que é passivo, geralmente você passa a ser a "biba submissa". O "machão" do outro lado começa a te perguntar se você chupa bem, se gosta de cavalgar, se deixa pôr "só a cabecinha" (urghhh); que o "material" dele é de ótima qualidade, trinta centímetros quando está mole (!!) e por ai vai!
Os casados são os mais engraçados. Na maioria das vezes costumam dizer que aquela será a primeira vez! Que nunca antes ficaram com um homem, mas sentem desejo de "enrabar" um macho (ativos) ou fantasiam a perda da virgindade com qualquer sarado, bem dotado e lindo de plantão que esteja disponível no momento!
Quando você diz que "curte tudo na cama", isso costuma dar um nó na cabeça do candidato a "amigo". Uns o elogiam e dizem exatamente o que se quer ouvir. Que também fazem tudo na cama sem nenhum tipo de limitação, confirmando o que você escreveu à princípio.
Há outros que chegam ao cúmulo de dizer que são super liberais, mas no fundo, no momento "H", acabam entregando o jogo. Daí vem a famosa afirmação: que são "preferencialmente" passivos.
No mundo real não há necessidade de se expor as "preferências sexuais" abertamente. Muito menos ficar tapando a realidade atrás de enrustimentos desnecessários.
Quando conhecemos alguém especial, um simples olhar, o toque preciso, o cheiro e a química natural se encarregam de atrair o candidato com perfeição. Basta pouco tempo de diálogo sincero e já é possível notar o que o companheiro gosta, quase que em todos os sentidos. E quando chega o momento certo, essa mesma "química" faz com que os instintos floreçam naturalmente, não havendo, na maioria das vezes, a necessidade de palavras para definir o roteiro sexual.
No mundo virtual, mais precisamente nos chats da vida, a coisa fica um pouco mais complicada. Como tudo costuma ser um tanto rápido demais, muitas vezes as pessoas deixam que suas fantasias extrapolem o limite do bom senso. Todos, sem exceção, estão à eterna procura do seu príncipe encantado.
Todos nós sonhamos com a trepada perfeita, com homem ideal, com pinto superdotado, com a bunda mais carnuda, com o boquete inesquecível: fazer ou receber!
Mas isso simplesmente não existe. Se não há o mínimo de equilíbrio numa relação, seja ela puramente sexual ou de grau mais elevado (sentimentos), jamais conseguiremos saciar nossos desejos, satisfazer nossas fantasias ou até mesmo alcançar momentos de felicidade ao lado de alguém. Ficaremos viciados, presos e dependentes na Eterna Procura.
O efeito colateral é sempre a frustração, que muitos não conseguem administrar, passando a estados de doença crônica, como a depressão, a perda da auto-estima e do amor-próprio, etc. Isso acaba levando o indivíduo ao uso de drogas, da bebida sem moderação, dos casos de "vitimez" aguda e do descontrole emocional e social, entre outras situações lamentáveis a que qualquer um de nós está sujeito.
Para que tudo dê certo, seja nos momentos em que você estiver "subindo pelas paredes", desejando fazer amigos ou mesmo tentando encontrar virtualmente o grande amor da sua vida, basta ser transparente e objetivo desde o princípio. Você só tem a ganhar agindo dessa maneira!
Deixe claro quais são as suas intenções. Aproveite o pseudo anonimato diante de uma tela colorida e deixe fluir as suas fantasias, mas sempre deixando-as bem fixadas num alicerce seguro, chamado bom senso. Se você dá, come, vira panqueca ou seja lá o que for que você faz na cama, em primeiro lugar seja sempre sincero consigo mesmo. Ao encontrar o companheiro certo para a ocasião certa, faça tudo o que o seu coração, a sua razão e o seu tesão ordenar. Satisfaça ao máximo o seu parceiro e incentive-o a fazer o mesmo com você.
Vale absolutamente tudo na hora do prazer, desde que esse tudo seja feito com equilíbrio e desejo sincero de ambas as partes. Jamais seja submisso ao outro, aniquilando o seu prazer pessoal - a não ser que isso de certa forma lhe traga prazer: não tenho competência para julgar seus atos.
Se ao teclar com alguém e em cinco minutos você perceber que ambos não irão chegar a lugar algum, descarte civilizadamente a pessoa, pois tanto você quanto ela têm o direito de buscar o seu complemento naquele instante. Mas se ao encontrar alguém você sentir o desejo de estar com essa pessoa, jogue limpo. Diga o que sente, o que deseja. Exponha os seus limites com palavras ou com atos diretos e objetivos.
- Diálogo aberto é a chave para se alcançar a Felicidade -
Feito isso, marque o encontro, vá para casa, tome aquele banho, use o "chuveirinho" (eu não consigo me acostumar com o bidê - ah, ah, ah!), tire o "polenguinho", passe na farmácia e compre dúzias de Jontex e litros de KY, escolha o motel ou qualquer outro lugar onde vocês possam sentir segurança e bem estar (mas antes se conheçam num local público, ok?) e aproveitem tudo o que vocês têm de direito.
Lembre-se:
Sexo é bom, carinho é fundamental, confiança é a base de tudo, companheirismo é o ideal, amor é a conseqüência natural, respeito e sinceridade andam de mãos dadas e felicidade plena é o conjunto de tudo isso!




angelloiro.com

Um comentário:

Anônimo disse...

Muito interessante, fiquei pensando no caso de nós mulheres... rs. Acho que entre os homens essa definição de ativo ou passivo é muito mais clara, mas e entre as mulheres? Confesso que me sinto perdida quando "geralmente em uma sala de bate papo" laguém me perguntava: Ativa ou passiva? rsrsrs. Caramba, como posso definir isso? Eu gosto de dar e receber... kkkkkkkk.